Murilo Benício faz policial em mini série da Globo

catarina 31/03/2009 0
Foto: Isac Cruz / TV Globo

Foto: Isac Cruz / TV Globo

O novo defensor da lei e ordem brasileiras não veste preto, nem carrega caveira no uniforme, mas vai ser o 01 da tropa da honestidade que passa a dar plantão às quintas-feiras na Globo, a partir de 16 de abril. Tenente Wilson, papel de Murilo Benício, é o homem à frente da equipe de policiais incorruptíveis do seriado ‘Força-Tarefa’, a ser exibido depois de ‘A Grande Família’.

A corregedoria, comandada por Wilson e pelo Coronel Caetano (Milton Gonçalves), investiga desvios de conduta da instituição. Os atores asseguram estar longe de qualquer suspeita. “Sigo a vida num caminho absolutamente honesto e tento passar isso aos meus filhos. Não compro jogos piratas para eles e jamais ofereci dinheiro a um guarda de trânsito, mando rebocar. Com 50 ‘pratas’, salvaria meu dia, mas para mim isso é o mesmo que subir no morro para comprar drogas”, diz Murilo, relatando conflitos de seu personagem: “Ele tem que abrir mão de muitas coisas para ser honesto, tem problema até com a namorada”.

O ator faz par romântico com Fabiula Nascimento — do filme ‘Estômago’ —, a quem elogia. “Ela é perfeita para mim. Mesmo tendo feito tantos trabalhos, continuo sendo o menino tímido de Niterói, ela é toda extrovertida”, brinca Murilo.

Em 16 episódios — com orçamento 200% maior que séries de comédia, diz o diretor José Alvarenga Jr. —, o programa tenta reverter violência em entretenimento. “Fazemos ficção, não queremos salvar o Brasil. ‘Tropa de Elite’ tinha mais pegada social, levava a reflexões”, explica Alvarenga, que comentou comparações com o seriado policial ‘A Lei e o Crime’, da Record. “Essa história de cavalo de corrida, de quem chegou primeiro, é bobagem. Já estávamos trabalhando no ‘Força-Tarefa’ quando surgiu ‘A Lei e o Crime’”.

Murilo Benício nesta segunda-feira, 30, nas gravações de "Força Tarefa"

Murilo Benício nesta segunda-feira, 30, nas gravações de "Força Tarefa"

Atriz perdeu pai policial

Um drama pessoal marca o elenco. A atriz Hermila Guedes, 28 anos, passa por cima de um trauma para dar vida à policial Selma. “Meu pai (José Guedes) era policial e foi morto há 18 anos, com duas armas no bolso. Tinha certa repulsa desse mundo e fiquei com bloqueio na hora de pegar em arma. Tenho que pensar ‘é ficção, é trabalho’”, revela Hermila, que tem imagens do cotidiano policial na infância: “Lembro as armas guardadas em casa, a gente não podia chegar perto, senão apanhava”.

Selma é lésbica e abordará o preconceito contra mulheres e gays. “Ela tem que se masculinizar para ter respeito entre os homens”, conta.

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